Atirador deixa um morto e 14 feridos na base militar de Fort Hood, no Texas

Base americana foi palco de ataque com 13 mortos e mais de 30 feridos em 2009. Pessoas são aconselhadas a buscar abrigo

Memorial é montado na base de Fort Hood em homenagem aos 13 mortos por Nidal Hassan

A ação de ao menos um atirador deixou um morto e 14 feridos nesta quarta-feira na base militar de Fort Hood, no Texas, disse uma autoridade graduada de Defesa à Associated Press. Segundo a rede TV CNN, ao menos um suspeito teria sido morto após ser atingido por um disparo. Ainda não se sabe se o tiro foi disparado pelo próprio agressor ou por forças de segurança no local nem se o morto confirmado pela fonte de Defesa é o suspeito.
A base, que já foi palco da ação de um atirador em 2009, ordenou pelo Twitter e pelo Facebook que todos no local "busquem abrigo". O presidente dos EUA, Barack Obama, e o secretário da Defesa, Chuck Hagel, foram avisados do incidente. Também segundo a CNN, uma fonte não identificada afirmou que a situação era séria e que sirenes foram acionadas.
"Há relatos de feridos. Esteja ATENTO!! Se você estiver na área de Fort Hood, há um atirador ativo", alertou pelo Twitter a polícia em Waco, Texas. Uma das divisões que têm Fort Hood como base enviou um alerta pelo Twitter ordenando as pessoas a fechar as portas e ficar longe das janelas.
O porta-voz do gabinete do xerife do condado de Bell, Donnie Adams, disse que foram enviados agentes e soldados de cavalaria do Departamento de Segurança Pública do Texas à região da base. A porta-voz do FBI, Michelle Lee, disse que seus agentes também foram enviados ao local.
Um porta-voz da base negou-se a fazer comentários. Todas as aulas vespertinas e noturnas dos campus Central e Fort Hood da Faculdade Central do Texas (CTC, na sigla em inglês) foram canceladas, de acordo com o site da instituição. Funcionários e estudantes receberam a ordem de deixar a CTC.
Em 5 de novembro de 2009, o ataque lançado a tiros pelo major do Exército Nidal Malik Hasan deixou 13 mortos e 32 feridos, na ação mais mortal contra uma instalação militar americana na história dos EUA.
Ele disparou contra soldados que esperavam para ser vacinados ou preenchiam documentos em um lotado centro de processamento depois de recentemente voltar de missões no exterior ou enquanto se preparavam para embarcar para o Afeganistão e o Iraque. Os promotores argumentaram que a radicalização progressiva do muçulmano nascido nos EUA levou ao massacre na base.
Há informações de que Hasan escolheu aquele dia para o ataque por ser quando as unidades que ele estava programado para enviar ao Afeganistão passariam pelo centro de processamento.
De acordo com testemunhas, Hasan entrou no local com duas armas e várias munições, gritou "Allahu Akbar!" — "Deus é grande", em árabe — e abriu fogo. Também segundo as testemunhas, ele teve como alvo soldados que caminhavam através do prédio, deixando poças de sangue, munições vazias e militares morrendo no chão.
O ataque acabou quando Hasan foi atingido nas costas por policiais de Fort Hood que estavam fora do prédio, ferimento que o deixou paralítico. Atualmente o ex-psiquiatra do Exército está no corredor da morte após ter sido condenado por assassinato premeditado. Um júri militar recomendou que Hasan fosse punido com a pena de morte.
*Com AP

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