RS: operação desarticula quadrilha internacional de drogas

Drogas, dinheiro e armas foram apreendidos
 durante investigações de quadrilh

Policiais federais, com o apoio da Brigada Militar, cumprem 23 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira em sete cidades do Rio Grande do Sul. A ação faz parte da Operação Panóptico, que combate um esquema de tráfico internacional de drogas que era gerenciado por presos.
Os mandados estão sendo cumpridos em Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul, Campo Bom, Estância Velha e Farroupilha. A investigação da Polícia Federal apontou que uma facção criminosa estabelecida no Estado estava associada ao narcotraficante brasileiro conhecido como Pavão, detido no Paraguai. O grupo abastecia pontos de droga na capital gaúcha, no Vale do Sinos e Santa Cruz do Sul. Os criminosos, apesar de presos no Rio Grande do Sul e no Paraguai, mantinham contato constante, gerenciando o envio de drogas para o Estado.

Desde que as investigações foram iniciadas, em 2013, a Polícia Federal já prendeu 33 pessoas, apreendeu 1,2 tonelada de drogas, R$ 165 mil, 24 veículos - entre eles um motorhome -, um colete à prova de balas, além de armas de calibre restrito, incluindo um fuzil AR-15, sete pistolas 9 milímetros e uma submetralhadora.

Segundo a PF, após as apreensões de carregamentos de drogas, a organização chegou a planejar o uso de uma aeronave para o transporte de 200 quilos de cocaína. O entorpecente seria arremessado em uma propriedade em Mostardas (RS), mas a ação acabou não se concretizando.

Nome da operação

O nome da operação foi inspirado em um projeto arquitetônico do século XVIII do inglês Jeremy Bentham, onde um modelo de prisão circular, com uma torre central, previa que os guardas penitenciários poderiam vigiar os presos por meio de pequenas janelas da torre, sem que os detentos soubessem em que momento estavam sendo observados. A operação da Polícia Federal monitorava os traficantes presos, que seguiam atuando no tráfico de drogas de dentro de presídios gaúchos e paraguaios.


Fonte:Terra

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