Férias ao lado de leões no Senegal ou em vulcões na Islândia ou estão se tornando mais comuns entre os brasileiros
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| O fotógrafo Haroldo Castro acompanha turistas em locais como este, o lago de argila seca e dunas vermelhas, em um parque na Namíbia. Foto: Haroldo Castro |
Depois de já ter viajado para mais de 20 países e conhecido os pontos turísticos mais famosos do mundo, a assistente comercial Cláudia Arcibelli Dimâmpera resolveu fazer algo diferente: foi para o Senegal, na África, observar de perto a cultura local e vivenciar o contato com animais selvagens. Um dos lugares escolhidos foi a reserva Fathala, na qual ela teve a possibilidade de ficar cara a cara – literalmente – com leões, zebras, búfalos, antílopes, macacos. “Amo bichos e sempre quis vê-los de perto, mas não em zoológicos. Então, decidi procurá-los em um habitat natural”, diz ela, que esteve também em Gâmbia.
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| Hóspedes do Peter Island Resort, no Caribe, podem treinar triatlo com personal trainer, ao longo de oito quilômetros de praias. Foto: Divulgação |
Apesar de admitir que não foi a viagem mais confortável do mundo, Cláudia afirma que experiências como esta valem por si só. O que realmente interessa é, de fato, o contato mais íntimo com a natureza e a maior integração com moradores da região, e não a cama de um hotel cinco estrelas. “É uma sensação surreal, parece um sonho, algo inesquecível”, comenta a assistente comercial.
De acordo com Regina Helena Dworgak, diretora da Destine Operadora de Turismo, férias como as de Cláudia são realmente uma tendência. “Está se tornando mais comum a busca dos turistas brasileiros por pacotes mais originais, para destinos mais exóticos”, afirma. Tanto é que a agência resolveu apostar em viagens mais “inusitadas”, para lugares como Mongólia, Finlândia, Groenlândia e Islândia, este um dos mais procurados. “Além da observação de baleias e golfinhos, o local é uma terra bem selvagem, com cavernas, gêiseres e muita atividade vulcânica, o que possibilita ver algo bem diferente do que estamos acostumados”, explica.
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| No Parque Nacional Etosha, também na Namíbia, turistas podem registrar cliques como este: de dois elefantes medindo forças. Foto: Haroldo Castro |
A valorização de experiências culturais em lugares mais remotos também é o foco do fotógrafo Haroldo Castro, que se especializou em acompanhar turistas a países da Ásia e da África. “Queremos que o viajante conheça como vivem os nômades mongóis ou sinta a força da natureza nos parques nacionais africanos”, comenta o profissional, que publicou fotos da passagem dele por 18 países do continente africano no livro “Luzes da África”.
Entre as recomendações de Haroldo nas andanças pela Ásia e África estão visitas à nascente do Rio Nilo Azul e aos castelos medievais de Gondar, ambos na Etiópia, o Jardim das 108 Estupas, na Mongólia, além do lago de argila seca no Parque Nacional Namib-Naukluft, na Namíbia.
Apelo esportivoAlém do contato com animais selvagens ou de conhecer culturas tão distintas, praticar esportes em paisagens de tirar o fôlego também é atrativo para quem busca férias mais inusitadas. É possível, por exemplo, ir às Ilhas Virgens Britânicas para se preparar para uma competição de triatlo. Quem oferece o serviço é o Peter Island Resort, um dos hotéis mais luxuosos do Caribe, localizado próximo a Porto Rico. A ilha particular foi transformada em uma espécie de centro esportivo, com foco em corrida, bicicleta e natação, tudo com acompanhamento de um personal trainer.
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| Na costa leste da Tasmania, Austrália, o Saffire Freycinet fica em meio ar verde, entre a península Freycinet e a baía Great Oyster . Foto: George Apostolidis |
No local, todas as manhãs os visitantes podem treinar oito quilômetros ao longo das praias de águas transparentes e mornas que banham a ilha. "Com a crescente popularidade das competições de triatlo, ocorreu-nos que Peter Island reúne todos os componentes terrestres e marítimos necessários para criar um desafio esportivo, no qual os hóspedes podem desfrutar durante a estadia", afirma Wilbert Mason, gerente-geral do hotel.
Ainda neste conceito de esporte e lazer, o hotel La Jolla, em San Diego, na Califórnia, também resolveu atrair os praticantes do stand up paddle, uma espécie de surfe com remo. O local oferece aulas da modalidade em um cenário incrível: as La Jolla Seven Sea Caves, um conjunto de cavernas marítimas com águas tranquilas e variadas espécies marinhas.
Cruzeiros também entram na ondaE não é só em terra firme que a busca por viagens inusitadas se espalha. Ter uma experiência diferente a bordo de um navio também é possível. Pelo menos é o que propõe um dos cruzeiros da Stella Australis, em uma expedição à Patagônia para participar de um workshop de fotografia.
Sob a supervisão do fotógrafo Araquém Alcântara, são quatro dias navegando entre Punta Arenas, no Chile, e Ushuaia, na Argentina, para aprender a registrar ângulos bacanas de paisagens geladas, como o Estreito de Magalhães, no limite sul da Patagônia chilena, ou o lendário Cabo Horn, que separa uma parte do território entre Chile e Argentina.
Fonte:IG



