Estado Islâmico reivindica atentados a mesquitas que mataram 142 pessoas no Iêmen

Quatro homens-bomba são responsáveis pelos ataques. Mais de 300 pesssoas ficaram feridas
Ataques de homens-bomba mataram cerca de 142 pessoas na capital do Iêmen.
(Foto: Mohammed Huwais/AFP)

Pelo menos 142 pessoas morreram em atentados contra mesquitas nesta sexta-feira (20), no Iêmen. O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou os atentados contra templos frequentados pelas milícias xiitas Houthi, minoria que tomou o controle da capital Sanaa em janeiro.
No Twitter, o grupo jihadista reivindicou a autoria do atentado, mas a Casa Branca disse que "não há indicação de ligação operacional" do EI com os ataques. O governo americano e o secretário geral da Onu, Ban Ki Moon, criticaram fortemente o atentado.
"Estamos investigando a mensagem assumindo a autoria pelo braço iemenita do Estado Islâmico. O EI agride por propaganda, mas todos os países da região estão ameaçados pelo grupo", afirmou Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca.
Os ataques ocorreram dentro e fora de mesquitas na capital e na cidade de Saada. Segundo o mais recente balanço, além dos 142 mortos, outras 351 pessoas ficaram feridas. As primeiras informações das autoridades locais, entretanto, informavam apenas 70 mortos e 120 feridos.
Ataques de homens-bomba mataram cerca de 142 pessoas na capital do Iêmen.
(Foto: Reprodução/Twitter)

Homens-bombaOs ataques dos quatro homens-bomba ocorreram durante as orações do meio-dia nesta sexta-feira (20), nas mesquitas xiitas de al-Badr e al-Hashahush, e atingiram fiéis dentro e fora das mesquitas.
Na capital, Sanaa, uma testemunha ouviu as duas explosões que ocorreram em al-Badr. "Ia rezar à mesquita quando ouvi a primeira explosão e um segundo depois ouvi outra", relatou a testemunha à agência Reuters.
Segundo Hakim Almasmari, editor-chefe do jornal 'Yemen Post', as duas mesquitas são locais xiitas muito populares na capital. A Hashahush, em especial, é frequentada por líderes do grupo xiita Houthi, que atualmente governa o país. Na mesquita de al-Badr, um proeminente líder religioso, o imã al-Murtatha bin Zayd al-Mahatwari, morreu.
Houve ainda um terceiro ataque frustrado, quando um homem-bomba detonou antecipadamente seus explosivos num complexo do governo na província de Sadaa, área de forte presença Houthi. Duas pessoas morreram e uma terceira ficou ferida.
GovernoAtualmente, o Iêmen é dominado pelas milícias xiitas Houthi, que assumiram parcialmente o poder do país entre os meses de agosto e setembro de 2014. Em 2015, novos confrontos na capital levaram as milícias, que já controlavam Sanaa, a destituir o Parlamento e dissolver o Governo, assumindo totalmente o poder.
Para os xiitas Houthi, apoiados pelo Irã, esta foi a única forma de afastar do poder o grupo al Qaeda e sua influência sunita. O grupo extremista Estado islâmico, que assumiu a autoria dos atentados, se desfiliou da al Qaeda em 2013.
Ataques ao presidenteNa quinta-feira (19), dois ataques aéreos visaram o complexo em Adenfor, no sul do país, onde está refugiado o Presidente do Iêmen, Abd-Rabbu Mansour Hadi. Pelo menos dois aviões sem identificação bombardearam parte do complexo que inclui a residência do Presidente, que saiu ileso dos ataques.


Fonte:Correio da Bahia

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