Batizado de J0023+0307, o astro nasceu nove bilhões de anos antes do Sol e está pode revolucionar a forma como cientistas estudam os corpos celestes
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| Reprodução/Instituto de Astrofísica das Canárias |
Isso porque a estrela , tão antiga que chega a ser considerada um "fóssil", faz parte da chamada “segunda geração” de estrelas. Para entendê-las, é preciso saber das características da primeira geração – formada pela acumulação de hidrogênio –, que nasceu 180 milhões de anos após o fim do universo primitivo.
Os corpos desta fase eram muito grandes, e suas vidas, curtas: eles explodiram na forma de supernovas e, hoje em dia, não existem mais. Os átomos das explosões foram fundidos para formar outros, mais pesados, que passaram por alguns processos até formarem novos astros, no caso, a “segunda geração” de estrelas.
Elas têm como característica pouca massa, assim como Sol, e a presença de elementos mais pesados, como o carbono, que costuma servir como aglutinante de estrelas. Por causa disso, os responsáveis pelo estudo ficaram surpresos com a baixa concentração do elemento na J0023+0307, uma vez que, até agora, acreditava-se que ele era muito importante na constituição dos astros.
Estudos da evolução cósmica
Agora, a equipe do IAC pretende continuar seus estudos para reconstruir, com melhorias, os modelos que tentam explicar a história da evolução cósmica. Com os telescópios William Herschel e Grand Telescopio CANARIAS, o próximo objetivo do grupo é tentar detectar outros elementos químicos no corpo celeste, tendo em vista que a baixa quantidade de carbono já foi responsável por grandes avanços.
Encontrar ferro e lítio na estrela, por exemplo, pode ser de extrema importância para descobrir novas informações sobre a produção de núcleos atômicos no período logo após o Big Bang.
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Ciência
