“Tocar em Salvador é uma bênção”, diz baixista dos Wailers



Baixista é remanescente de uma das primeiras formações dos Wailers
Baixista é remanescente de uma das primeiras formações dos Wailers

Foi em 11 de maio de 1981 que os amantes do reggae perderam Bob Marley. Após 32 anos de sua morte, o rei do reggae ainda é celebrado e sua música difundida por todo o mundo. Para lembrar a data, Salvador recebe neste sábado, 4, mais uma edição do Bob Marley Day. O evento acontece no Bahia Café Hall, às 21h, com os shows das bandas Ponto de Equilíbrio, Planta e Raiz e Kayman.
Mas o ponto alto do evento é, sem dúvida, a apresentação de The Wailers, ex-banda de Bob Marley, que está em turnê pelo Brasil com o cantor Duane Stephenson, uma das revelações do reggae jamaicano dos últimos anos.
Remanescente de umas das primeiras formações dos Wailers, o guitarrista Aston Barrett, que está na banda desde 1970, concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal A TARDE. Por e-mail, Barrett falou sobre a volta da banda à Bahia, a continuação da carreira após a morte de Marley e a interação entre diferentes gerações de artistas. Confira!
Vocês já estiveram em alguns festivais de Salvador que homenagearam Bob Marley, como uma das edições do Bob Marley Day. Como é voltar à Bahia em mais uma turnê?
Como de costume, chegar à Bahia é sempre um prazer. O povo daqui é muito caloroso e alto astral. Acreditamos que Salvador tem sua própria magia especial e nós apenas gostamos de fazer parte disso.
Bob Marley e Aston Barret durante show dos Wailers
Bob Marley e Aston Barret durante show dos Wailers

Salvador é considerada a maior cidade negra fora da África e tem um dos maiores públicos de amantes do reggae no Brasil. Esta relação de proximidade contribui para motivá-los ainda mais para os shows?
Para dizer a verdade, nós nunca criamos expectativas, apenas saímos, tocamos e esperamos ver uma grande multidão. Salvador é sempre uma bênção, pois o povo está sempre presente para o reggae e a cultura rasta.
Em algum momento vocês pensaram em desistir da banda após a morte de Bob Marley, em 1981?
Não, tocar é a única coisa que eu sei, e acredito que ficaria louco se não tivesse a música em minha vida. Assim como meu coração bate, eu preciso da música em minha vida.
Mesmo sem Bob, vocês continuaram a tocar músicas que foram eternizadas por ele. Isto foi, em algum momento, um obstáculo para seguir em frente e produzir músicas novas?
Não, eu tenho feito muitas outras coisas para pessoas que produzem, vivo em estúdios. Mas quando falamos de Bob Marley e The Wailers, mantemos a chama de Bob acesa. E é por isso que eu não componho para The Wailers, eu compus para os Wailers quando Bob estava por perto, agora nós apenas lembramos daquele tempo.
Qual música não pode faltar no show dos Wailers?
One Love!
Apenas você faz parte de uma das primeiras formações dos Wailers, pois entrou na banda em 1970. De lá para cá, outros músicos passaram pela banda. Como a mistura de gerações contribui para a produção musical de vocês?
Eles trazem fogo novo para uma chama antiga!
Um dos novos membros é o cantor Duane Stephenson, uma das revelações da música jamaicana nos últimos anos. Como foi a chegada dele à banda?
Duane já costumava tocar com a gente. Não só ele nos encontrou, como também encontramos ele. E se estamos no palco é porque todos gostamos de tocar juntos. O produtor perguntou se nós gostaríamos de voltar a apoiá-lo e nós dissemos sim.
Programe-se
Bob Marley Day
Onde: Bahia Café Hall
Quando: sábado, 4 de maio
Horário: 21h
Ingressos: R$ 40 (pista) e R$ 95 (camarote open bar)
Vendas: Balcões A TARDE dos shoppings Itaigara, Paralela e Brotas Center
Censura: 16 anos

Fonte:Atarde

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