Os nove policiais que participaram da ação não foram afastados
A Anistia Internacional (AI) lançou uma Ação Urgente sobre a operação Rondesp que resultou na morte de 12 pessoas, no dia 6 de fevereiro, no Cabula. De acordo com o assessor de Direitos Humanos que acompanha o caso, Alexandre Ciconello, a medida serve para mobilizar pessoas de vários países a enviar apelos às autoridades baianas – ao governador do estado, Rui Costa, e ao secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa.
“A situação no Cabula é urgente porque há necessidade de pedir providências às autoridades. Precisamos de uma investigação imediata, porque as declarações iniciais do governador e do secretário foram muito infelizes, no sentido até de legitimar essa ação por parte da polícia”, afirmou.
Além disso, as cartas devem ser encaminhadas ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Bahia (OAB-BA), Luiz Viana. “Às vezes, os governos só se posicionam depois de serem pressionados por organizações da sociedade civil. A gente tem muitas falhas em relação ao controle da atividade policial e temos recebido muitas denúncias sobre a Rondesp nos últimos meses”, pontuou Ciconello, referindo-se também ao caso do estudante Davi Fiuza, 16 anos, que desapareceu em outubro de 2014, quando foi iniciada uma Ação Urgente.
O mecanismo também foi lançado após a morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, no Rio de Janeiro. Segundo o promotor Davi Gallo, coordenador do grupo do Ministério Público Estadual que apura a ação, foram solicitados laudos cadavéricos, exame de balística e perícia do local do crime.
A Secretaria da Segurança Pública informou que não há um prazo para a entrega dos laudos, “já que o número foi grande”. Os nove policiais que participaram da ação não foram afastados – uma das demandas dos grupos de Direitos Humanos.
Fonte:Correio da Bahia
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| Casas vizinhas ao local onde aconteceu a ação foram atingidas pelos disparos. (Foto: Marina Silva) |
A Anistia Internacional (AI) lançou uma Ação Urgente sobre a operação Rondesp que resultou na morte de 12 pessoas, no dia 6 de fevereiro, no Cabula. De acordo com o assessor de Direitos Humanos que acompanha o caso, Alexandre Ciconello, a medida serve para mobilizar pessoas de vários países a enviar apelos às autoridades baianas – ao governador do estado, Rui Costa, e ao secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa.
“A situação no Cabula é urgente porque há necessidade de pedir providências às autoridades. Precisamos de uma investigação imediata, porque as declarações iniciais do governador e do secretário foram muito infelizes, no sentido até de legitimar essa ação por parte da polícia”, afirmou.
Além disso, as cartas devem ser encaminhadas ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Bahia (OAB-BA), Luiz Viana. “Às vezes, os governos só se posicionam depois de serem pressionados por organizações da sociedade civil. A gente tem muitas falhas em relação ao controle da atividade policial e temos recebido muitas denúncias sobre a Rondesp nos últimos meses”, pontuou Ciconello, referindo-se também ao caso do estudante Davi Fiuza, 16 anos, que desapareceu em outubro de 2014, quando foi iniciada uma Ação Urgente.
O mecanismo também foi lançado após a morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, no Rio de Janeiro. Segundo o promotor Davi Gallo, coordenador do grupo do Ministério Público Estadual que apura a ação, foram solicitados laudos cadavéricos, exame de balística e perícia do local do crime.
A Secretaria da Segurança Pública informou que não há um prazo para a entrega dos laudos, “já que o número foi grande”. Os nove policiais que participaram da ação não foram afastados – uma das demandas dos grupos de Direitos Humanos.
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| Seis das 12 pessoas que morreram na ação da Rondesp foram enterradas no cemitério das Quintas dos Lázaros, em Salvador. Famílias alegam inocência (Foto: Marina Silva) |
Fonte:Correio da Bahia

