Celebrando 20 anos de carreira, Jota Quest lança o dançante álbum Pancadélico

Álbum Pancadélico volta a investir pesado na black music e reúne grandes nomes como Nile Rodgers e Stuart Zender

O baixista PJ, o tecladista Márcio Buzelin, o vocalista Rogério Flausino, o guitarrista Marco Túlio Lara e o baterista Paulinho Fonseca formam o Jota Quest (Foto: Mauricio Nahas/Divulgação)

Prestes a completar 20 anos de carreira, os mineiros do Jota Quest celebram a ótima fase investindo no ritmo que os fez conquistar os fãs no começo da jornada: a black music. Produzido pelo americano Jerry Barnes - que já trabalhou com eles em Funky Funky Boom Boom (2013) -, Pancadélico (Sony Music) reúne nomes como a funkeira Anitta, o guitarrista Nile Rodgers, o rapper Mista Raja e Stuart Zender, ex-baixista do Jamiroquai. 
“A ideia foi aproveitar a energia que está muito boa e fazer mais o que é gostoso de realizar. É o nosso habitat natural, então é confortável”, afirma o vocalista Rogério Flausino, 43 anos.
“Aconteceu de uma maneira tão natural que foi rápido. Em pouco tempo a gente já não tinha nada e depois já tinha um monte de música legal e isso acontecia muito no início da banda. O Jerry é um produtor que realmente é da nossa onda, então a coisa flui”, emenda o baterista Paulinho Fonseca, 49.
Pancadélico - junção de pancadão e psicodélico - conta com 13 faixas inéditas e para lá de dançantes: entre elas, A Vida Não Está Fácil Pra Ninguém, composta em parceria com Arnaldo Antunes; Blecaute, com participações de Anitta e Nile Rodgers; Sexo & Paixão, com rimas do rapper americano Mista Raja; Mares do Sul, composta e produzida  com o ex-Jamiroquai Stuart Zender e Pra Quando Você Se Lembrar De Mim, fruto da antiga parceria com Wilson Sideral, irmão de Flausino.
Anitta é uma das participações especiais de Blecaute, cujo clipe já obteve 100 mil visualizações em menos de 24 horas. A faixa dançante conta ainda com o guitarrista Nile Rodgers (Foto: Divulgação)

Duas décadasBlecaute, com Anitta e Nile Rodgers, foi a escolhida para ser a primeira música de trabalho. “A gente voltar a fazer esse tipo de som e ter um cara com essa assinatura é um presente, um carimbo de qualidade”, afirma Flausino. Já sobre a funkeira, ele conta que nada foi programado. “Ouvimos a música e começamos a vê-la, pois fala de uma menina que tem atitude”, pontua.
A turnê de Pancadélico começa em março de 2016 e promete se fundir com a comemoração dos 20 anos de carreira. “Quando teve a turnê dos 15 anos, combinamos de fazer algo diferente nos 20. A ideia é focar nesse álbum e nas músicas do Funky Funky Boom Boom, para marcar essa nova fase. Estamos programando também um DVD, um livro com fotos e histórias, quem sabe uma caixa com todos os discos ou vinis de cada um deles...”, adianta Flausino. “A gente gosta de festa. Só estamos pensando na ressaca”, emenda, entre risos, o baterista Paulinho Fonseca. 
Com a mesma formação desde o início - além dos dois, a banda conta com o guitarrista Marco Túlio Lara, o tecladista Márcio Buzelin e o baixista PJ - eles garantem não ter segredo para a longevidade. “De vez em quando a galera monta um octógono no camarim”, diz, entre risos, Flausino.
Após hiato de três anos, o Jota Quest volta a tocar em Salvador. A banda é uma das atrações do primeiro dia de Réveillon na Praça Cayru. O show acontece no dia 28 de dezembro (Foto: Divulgação)

“É uma coisa curiosa até para a gente mesmo. A gente tem uma sintonia e os objetivos são claros. São cinco pessoas que pensam um pouco diferente, mas têm sintonia. Nós também temos uma tensão interna, mas no bom sentido, pois é quase uma cooperativa. Acho que isso se tornou mais forte do que qualquer um de nós, individualmente”, acredita Marco Túlio, 44. “Dificilmente a gente estaria fazendo essas músicas se o clima não estivesse bom. Isso reflete no trabalho”, emenda o vocalista.
SalvadorOs baianos poderão conferir algumas músicas do novo Pancadélico no próximo mês. No dia 28 de dezembro, primeiro dia do Réveillon promovido pela Prefeitura de Salvador, o quinteto é uma das atrações do palco que será montado na Praça Cayru, no Comércio.
“Vai ser ótimo, faz um tempo que não vamos e ainda mais num evento grande desses. Acho certo a prefeitura investir nisso,  porque Salvador é uma cidade turística”, afirma Flausino.  
Marco Túlio se empolga com a praia: “Não tem aqui, mas invadimos as praias de todo mundo. Se minha esposa fosse de Salvador, eu morava lá”. “Eu tenho uns amigos e sempre que posso eu vou. Tem uma energia boa”, diz Paulinho.
Outra boa novidade de fim de ano é o especial de fim de ano da Globo/TV Bahia, que será exibido dia 28 de dezembro. Dez anos depois, o quinteto volta ao programa, dessa vez como banda do rei em sete canções, num tributo à Jovem Guarda.
“O Roberto está num momento bom, sabe? Foi bacana, embora tenha pesado uma responsa”, diz Paulinho. Marco Túlio aproveita para elogiar Roberto: “Passam gerações, mas ele mantém a majestade”.
Dez anos após dividir os vocais de Além do Horizonte com o rei, o Jota Quest volta ao especial que a Globo/TV Bahia exibe dia 23 de dezembro. Na ocasião, o quinteto mineiro se torna a banda base de Roberto em sete músicas, numa homenagem à Jovem Guarda. “Passam gerações e gerações, mas ele mantém a majestade”, diz o guitarrista Marco Túlio Lara  (Foto: Divulgação)

MarianaComo filhos da terra, eles não deixam de protestar contra a tragédia ocorrida em Mariana no último dia 5. “A gente não tem muito o que falar, porque a cada hora você descobre uma coisa mais absurda que a outra”, diz Flausino.
“Minas é o polo disso, não à toa tem esse nome. A gente precisa evoluir muito em vários aspectos. No momento, como todo mundo, vivemos o drama dessa situação que não acabou ainda”, completa Marco Túlio Lara.
Os músicos vão além do discurso. No dia 8 de dezembro, no Mineirão, em Belo Horizonte, eles se juntam a Caetano Veloso e Criolo no show Somos Todos Minas Gerais, que terá renda revertida para ajudar as vítimas do desastre. 
No fim do papo, entre uma brincadeira e outra, Rogério fez questão de falar dos fãs e de como as redes sociais encurtaram as distâncias: “Aproximou demais, pois estamos em  contato direto. Além dos fãs, também diminuímos a distância que existia com alguns movimentos culturais. Estamos mais bem informados”. 
 * A repórter viajou A convite da Sony Music

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