Diagnóstico rápido é uma das armas contra a doença
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| A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a venda em farmácias de teste de sangue para rápida detecção do vírus HIV (Foto: Marcelo Camargo/ABR) |
Uma noite de sexo desprotegido e uma dúvida. Será que houve contaminação por HIV? Mais de 100 postos de saúde da capital baiana disponibilizam testes rápidos anti-HIV (lista disponível no site do CORREIO). O procedimento é muito parecido com o teste de glicemia: de uma picada do dedo do paciente é obtida uma gota de sangue, que será disposta em uma pequena placa.
Após 30 minutos, em média, o resultado aparece. Uma linha vermelha indica que o resultado é negativo, e se duas linhas surgem no mostrador, o resultado é positivo para a presença do vírus.
“Se o teste rápido aponta a presença do vírus, obrigatoriamente realizamos um segundo teste para confirmar. Se este também der positivo, encaminhamos o paciente para uma das três unidades de serviço de assistência especializada: Liberdade, São Francisco (Nazaré) e Marymar Novaes (Dendezeiros)”, esclarece a coordenadora do Programa de Combate às DSTs/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde, Flávia Guimarães.
“Todos os que chegarem aos postos e tenham mais de 13 anos podem solicitar o teste anti-HIV”, diz. Na Bahia foram registrados 26.268 casos de Aids desde que a doença começou a ser notificada no estado, em 1984. Deste total, 16.974 casos foram contabilizados de 2005 até os dias atuais: 10.311 (60%) em homens e 6.663 (40%) em mulheres, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.
O tratamento como prevenção é uma das estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde, que apoia o projeto Viva Melhor Sabendo. Em Salvador, a Instituição Beneficente Conceição Macêdo, que trabalha há 28 anos na prevenção e assistência a portadores do vírus HIV, é um dos locais onde é possível realizar o teste anti-HIV pelos fluidos orais.
A organização é parceira do ministério e realiza o teste rápido com um cotonete especial que é passado na gengiva e na bochecha do paciente para coletar uma amostra de líquido e células que será avaliada.
Temos uma meta de realizar 75 testes por mês, principalmente entre os jovens de 14 a 26 anos. Se o teste confirma a presença do vírus, encaminhamos a pessoa para os centros de referência do município para realizar o segundo teste e iniciar o tratamento imediatamente”, afirma o padre Alfredo Dorea, coordenador do instituto.
Os dois testes rápidos anti-HIV são confiáveis, com 99% de acerto. “Já sabemos que após seis meses de tratamento adequado com os antirretrovirais, o vírus fica indetectável e pode não ser mais transmitido”, pontua o médico epidemiologista e diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, que reforça a necessidade de testar o máximo de pessoas possível.
Nos centros de referência, os portadores do vírus recebem a medicação e são acompanhados por equipes compostas por médico, psicólogo e assistente social. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou ontem o registro de teste rápido de HIV que poderá ser feito pelas próprias pessoas. Os testes rápidos serão comercializados em farmácias e drogarias.
Enquete: 56% transam sem camisinha
Mais de 1.100 pessoas responderam à enquete publicada no site do CORREIO, entre quarta-feira da semana passada e ontem, que perguntava sobre o uso da camisinha em todas as relações sexuais.
Mais de 1.100 pessoas responderam à enquete publicada no site do CORREIO, entre quarta-feira da semana passada e ontem, que perguntava sobre o uso da camisinha em todas as relações sexuais.
Dos 1.032 internautas que informaram ter uma vida sexualmente ativa, apenas 30,6% deles afirmaram que sempre usam camisinha e 13,3% disseram que raramente abrem mão da proteção (ver infográfico ao lado). Em mais de 56% dos casos, porém, o preservativo não é usado. Ter um parceiro fixo é a justificativa mais comum para a não utilização da camisinha (45%).
Um fato positivo constatado na enquete é que a maioria daqueles que a responderam declara que já realizaram o teste anti-HIV - 58% das pessoas. Além de ser uma barreira que impede a contaminação pelo vírus que causa a Aids, a camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra outras Doenças Sexualmente Transmissíveis - (DSTs), como a sífilis e a gonorreia, por exemplo, além de evitar uma gravidez não planejada.
Algumas DSTs podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher. Pessoas que matêm relações sexuais sem camisinha devem procurar o serviço de saúde para consultas periódicas.O preservativo masculino é distribuído gratuitamente. Caso não saiba onde retirar, ligue para o Disque Saúde (136).
Fonte:Gazeta Esportiva




